Saiba o que é a Síndrome de Burnout, quais são os sintomas e confira algumas dicas de prevenção.
A saúde mental é um assunto que vem sendo cada dia mais discutido.
Com o crescente acúmulo de atividades diárias, percebeu-se que é preciso dar atenção especial à saúde da mente. Atualmente, muitas pessoas sofrem com ansiedade, depressão, crises de pânico e, às vezes, precisam tomar medicamentos contínuos para amenizar esses sintomas e levar uma vida com mais qualidade.
Relacionada aos ambientes de trabalho, uma doença que vem ganhando destaque nos últimos anos é a Síndrome de Burnout. Ela manifesta-se por um esgotamento mental ligado a períodos estressantes de trabalho, alta demanda de serviço, grande pressão, excesso de ligações diárias entre outros motivos relacionados ao dia-a-dia no trabalho.
Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? Que tal conhecer um pouco mais sobre ela e tirar suas dúvidas?
Síndrome de Burnout: o que é?
O termo “Burnout” vem do inglês e é uma união de duas palavras: “burn”, que quer dizer queimar, e “out”, que significa exterior. Então, a Síndrome de Burnout pode ser caracterizada como uma queima de fora para dentro, ou seja, fatos externos que causam muita pressão no interior, na mente.
Ela pode resultar em graves estados depressivos e episódios de ansiedade, por isso, como veremos no decorrer deste texto, a prevenção é muito importante.
Quais os sintomas da síndrome de burnout?
Os sintomas da síndrome de burnout podem ser físicos ou psicológicos
Geralmente, ela surge através da ocorrência de:
- Cansaço físico e falta de vontade: um dos sintomas iniciais é a demonstração de falta de vontade e desapego ao trabalho que realizava normalmente.
- Dificuldade para se concentrar: com o cansaço recorrente, é normal que o paciente demonstre sinais de perda de concentração e consequentemente, afetando sua saúde e seu trabalho.
- Negatividade e desânimo: após um curto período de sintomas, o paciente tende a pensar que tudo irá dar errado em sua vida, apresentando um sintoma agudo de negatividade.
- Dor de cabeça, fadiga e dor muscular: ao afetar a cabeça do paciente, o corpo também irá sofrer com as consequências, demonstrando cansaço e dores no corpo por falta de energia.
- Ansiedade e dificuldade para respirar apresentando sinais de irritação e com isso, dificuldade para respirar normalmente.
- Falta de motivação, raciocínio e competência: após a recorrência de tais efeitos incômodos, a doença vai comprometendo as atividades diárias da rotina do trabalhador. Por isso, ele tende a despertar sinais de angústia e descontentamento com seu desempenho, prejudicando a jornada de trabalho.
- Perda de prazer, depressão e falta de sono: essas são algumas das reações que são ainda mais acentuadas fora do horário de expedientes
- Mudanças de comportamento: este é um dos sintomas que mais afetam os pacientes da síndrome de Burnout. Quem sofre com o problema, tende a demonstrar alterações de humor e comportamentos agressivos, principalmente, durante a jornada de trabalho.
São distintos sintomas apresentados com cada paciente diferente, podendo variar entre pequenas dores de cabeças até desmaios.
Quais consequências ela pode causar no cotidiano?
Como já dito anteriormente, a síndrome de burnout, é gerada no ambiente de trabalho, e pode comprometer não somente a vida profissional, mas também a vida pessoal.
A Síndrome afeta, em sua grande maioria, a vida laboral do trabalhador.
Mesmo que ela seja causada pela vontade de dar o melhor de si no trabalho, é exatamente o contrário que pode acontecer. Afinal, tudo em excesso, faz mal até mesmo no ambiente de trabalho.
As possíveis consequências no rendimento em meio ao trabalho variam consideravelmente, indo desde problemas com a produtividade até a criação de um ambiente tóxico de trabalho, prejudicando o clima organizacional da empresa.
Nos estágios de exílio e negação dos problemas, o trabalhador nega ajuda e pode apresentar quadros de agressividade e intolerância com outros colaboradores. Tornando o contato e interação social complicados.
O esgotamento mental e físico causado pela doença pode prejudicar a produtividade.
A síndrome de burnout, pode afetar também a vida pessoal do trabalhador, podendo destruir ou abalar relações sólidas com familiares e amigos e, até mesmo, criar traumas derivados da agressividade, em pessoas ao redor do mesmo.
O uso de remédios como ansiolíticos e antidepressivos, podem ser também encontrados no pós-tratamento daqueles que sofrem com Burnout, já que é muito comum que pessoas que vivem com essa síndrome desenvolvam quadros depressivos e de transtorno de ansiedade.
Como posso prevenir o Burnout?
Você precisa ter em mente que não vai conseguir abraçar o mundo todo ao mesmo tempo, seja em sua vida particular, seja no trabalho, e isso é perfeitamente normal. Não se cobre tanto. Se necessário, delegue algumas tarefas ou peça um tempo extra para executá-las. Mantenha o foco no que precisa ser feito, e não se martirize se algo der errado.
Claro que é preciso ser responsável com o trabalho, mas isso não deve justificar sobrecarga, pois para trabalhar bem também é preciso de saúde. É importante lembrar que estresse e nervosismo, além de reduzirem sua produtividade, vão colocar sua saúde em risco.
Portanto, reduza suas chances de desenvolver doenças mentais graves, como Síndrome de Burnout, depressão, ansiedade e crises de pânico, além de outros tipos de doenças, como as gastrointestinais e de coração.
Algumas Dicas para prevenção de Burnout:
– Quando não estiver no trabalho, participe de atividades que lhe proporcionem prazer junto aos familiares e amigos.
-Fuja da rotina diária. Participe de atividades que lhe proporcionem prazer
A rotina cansa e desgasta o ser humano, por isso faça atividades diferentes: vá a um restaurante novo, passeie por lugares que você gosta ou conheça novos lugares. Seja sozinho, seja acompanhado, com ou sem dinheiro, busque atividades que lhe proporcionem prazer e sejam diferentes do que você faz diariamente.
– Defina pequenas metas para sua vida profissional e pessoal, mas se lembre de não exagerar nos objetivos, porque, caso isso aconteça, o efeito pode ser o contrário, pois você estará aumentando sua autocobrança.
– Evite estar com pessoas negativas, que falam mal do trabalho e de outras pessoas. Tente manter o pensamento positivo. Se não conseguir pensar positivo, ao menos tente diminuir as ideias negativas.
– Converse sobre seus sentimentos. Você pode desabafar com um amigo próximo ou procurar ajuda especializada através de psicólogos e terapeutas.
– Não abuse de álcool, tabaco ou outras drogas ilícitas, pois elas aumentam a confusão mental e fazem parecer que tudo está muito pior do que realmente está.
– Faça atividades físicas regulares ao menos 30 minutos por dia. Pode ser academia, corrida, natação, remo, enfim, busque a que mais gosta e mantenha-se em movimento.
– A meditação é uma excelente técnica para deixar a pessoa mais calma,além disso aumenta o bem-estar físico e emocional. E o melhor: ela pode ser praticada em qualquer lugar, em qualquer horário.
– Descanse de verdade. Deite e procure dormir por pelo menos 8 horas para descansar o corpo e mente. Assim você recupera as energias para iniciar uma nova jornada.
– Nunca se automedique. Se você quer diminuir o estresse ou precisa dormir melhor, busque uma opinião médica. A automedicação pode piorar muito mais o seu estado clínico.
Lembre-se de que o importante é diminuir o estresse e tentar mudar os hábitos no ambiente de trabalho, pode ser praticando meditação, frequentando a psicoterapia ou tomando medicamentos. Essas tarefas requerem atitudes e prática constante, e elas precisam ser executadas em prol de sua saúde e qualidade de vida.
A Síndrome de Burnout é muito perigosa, principalmente devido a outras doenças mentais que pode desencadear. Esperamos que a leitura deste texto tenha ajudado você a conhecer um pouco melhor a doença, seus sintomas, meios de prevenção, seu diagnóstico e suas formas de tratamento.
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